Projecto de envelhecimento activo marca o arranque do Roteiro da Inovação

Vale do Ave

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Isabel Vilhena

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Ateliês terapêuticos de cerâmica e pintura artística que promovem o envelhecimento activo, estimulando a criatividade e a imaginação dos seniores famalicenses. Um projecto inovador da Fundação Castro Alves que marcou ontem o arranque do Roteiro da Inovação que o autarca de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, pretende levar a cabo durante este mandato.
Para Paulo Cunha este projecto de envelhecimento activo “é a clara demonstração de que os seniores são um activo da sociedade, contrariando a ideia de que esta faixa etária é um passivo social”, vincando a ideia que “esta é uma áreas que muitos achavam que não havia lugar para a inovação. Nós, com esta iniciativa estamos a demonstrar que há lugar para a inovação, com retorno para a sociedade”.
Paulo Cunha regista com agrado o alcance deste projecto que “vai muito além daquilo que é uma mera terapia ocupacional dos seniores. A estimulação cognitiva é um dos exemplos daquilo que se consegue com este projecto idealizado pela Fundação Castro Alves que permite que os nossos seniores se realizem através desta actividade”, sublinhando que “esta dimensão da realização é muito importante. As pessoas que participam no projecto estão a ser criativas, estão a empreender, a produzir, acrescentar valor, contrariando aquela ideia de que os seniores não produzem, não são capazes de realizações”.
António Sampaio, tem 87 anos, vive no lar de S. Cosme, e das suas mãos já saíram ‘verdadeiras obras de arte’ como a sagrada família ou o Santo António que ontem estava a moldar no workshop que teve lugar cerâmica na Fundação Castro Alves.
Bruno Pereira, presidente da Fundação Castro Alves, realça os benefícios deste projecto de envelhecimento activo que “promove a estimulação cognitiva e a criatividade dos seniores”.
O programa está implementado em 21 instituições do concelho, onde já se realizaram mais de 126 ateliês, beneficiando mais de 400 seniores institucionalizados. Bruno Pereira, presidente da fundação anunciou ontem que este programa quer ir mais longe. “É algo que estamos a iniciar. Todos os parceiros, enquanto actores do território temos a responsabilidade de fazer a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida. Nesse sentido, pretendemos alargar a todos os seniores que não estão institucionalizados”.

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