Guimarães Jazz continua a fazer história

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Depois de uma primeira semana preenchida por grandes actuações, é sempre bom recordar que o Guimarães Jazz vai a meio e que faltam ainda quatro grandes concertos para dar por terminada mais uma edição do histórico festival. Jan Garbarek, Allison Miller, Jeff Lederer/Joe Fiedler Quartet feat. Mary LaRose e Darcy James Argue’s Secret Society protagonizam a segunda ronda de espetáculos da 26ª edição do Guimarães Jazz.
 
O arranque da segunda semana do Guimarães Jazz - marcado para esta quinta-feira - testemunhará o regresso do saxofonista norueguês Jan Garbarek. Com uma longa carreira de quase cinquenta anos, não apenas no jazz mas também no campo da música clássica e da world music, Garbarek é hoje consensualmente reconhecido como um nome incontornável da música contemporânea. O quarteto com que se apresenta no Guimarães Jazz inclui alguns dos seus habituais colaboradores, nomeadamente o contrabaixista Yuri Daniel, o teclista Rainer Brüninghaus e o virtuoso percussionista indiano Trilok Gurtu. A sensibilidade musical de Jan Garbarek, centrada numa abordagem textural e abstratizante do jazz, encontra neste quarteto um ponto de confluência de linguagens capaz de criar uma música evocativa e expansiva, desenvolvida a partir de um diálogo aberto e sem fronteiras entre sons e idiomas culturais, e que constituirá, sem dúvida, um dos pontos altos desta edição do Guimarães Jazz.
 
Na sexta-feira, o palco do Grande Auditório do CCVF pertence a Allison Miller. Baterista de grande sensibilidade melódica e compositora talentosa com uma linguagem livre e flexível, Allison Miller é uma das mais proeminentes figuras da cena jazzística nova-iorquina da última década. A par de uma intensa atividade enquanto colaboradora de prestigiados músicos contemporâneos, Miller apresenta já um relevante currículo enquanto líder, sobretudo no contexto do grupo Boom Tic Boom, com o qual atuará no Guimarães Jazz. O álbum “Otis Was a Polar Bear” (2016) constituirá o foco principal de atenção deste concerto, onde Allison Miller se apresentará acompanhada de notáveis músicos. Desta formação, é legítimo esperar uma música vital e pulsante na qual as composições de Miller e a improvisação confluem harmoniosamente e desafiam os limites das convenções modernas sobre o que é ou o que pode ser o jazz hoje, no instável território da modernidade.
 
No último dia, sábado, estão programados dois concertos. Às 18h30, no Pequeno Auditório do CCVF, o Guimarães Jazz apresenta o concerto da formação de músicos que está responsável pelas oficinas de jazz e pelas jam sessions do festival. Jeff Lederer, saxofonista e clarinetista inovador e heterodoxo, e Joe Fiedler, um dos mais conceituados trombonistas norte-americanos da atualidade com uma impressionante carreira de mais de vinte anos, vão estar acompanhados pela vocalista nova-iorquina Mary LaRose, pelo jovem contrabaixista Nick Dunston e pelo consagrado baterista e compositor com uma já longa e prolífica carreira na música, George Schuller.
 
À noite, às 21h30, o Guimarães Jazz encerra, como habitualmente, em espírito celebratório, com a atuação de uma grande formação no Grande Auditório do CCVF. Com 18 músicos em palco, a Darcy James Argue’s Secret Society traz ao festival deste ano uma singular visão musical e artística. Darcy James Argue, jovem e idiossincrático compositor, tem-se revelado um dos valores emergentes do jazz contemporâneo e o trabalho que aqui estará em foco, “Real Enemies”, revela um compositor inquieto e vigilante, determinado a compor música comprometida com o presente da sociedade da arte. A estes valores que atestam a pertinência deste espetáculo acrescem as composições de elevada qualidade que elevam este projeto ao patamar da excelência artística. Assim termina mais uma fulgurante e histórica edição do Guimarães Jazz.
 
Para além do cartaz principal de concertos, durante esta semana decorrem as habituais oficinas de jazz orientadas por Jeff Lederer, Joe Fiedler, Mary LaRose, George Schuller e Nick Dunston. O Convívio Associação Cultural será, esta semana, o ponto de encontro das jam sessions, que constituem, sem dúvida, uma das facetas mais identificadoras do Guimarães Jazz.

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