Esposende: Criação de produtos turísticos passa por preservar tradições ligadas ao mar

Cávado

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Patrícia Sousa

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“É preciso olhar para o passado e criar produto turístico, preservando as nossas tradições”. Este foi o repto deixado ontem pelo presidente da Câmara Municipal de Esposende e também presidente da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, Benjamim Pereira, durante o 4.º seminário daquela entidade, subordinado ao tema ‘A etnografia e o folclore do mar de Esposende’.

Benjamim Pereira, que falava na abertura do seminário, que decorreu em Esposende, assumiu que a par do conhecimento científico “é necessário preservar as tradições, que são, geradoras de riqueza para a comunidade e é preciso proporcionar experiências locais”.
Nos últimos anos fez-se, ainda na opinião do presidente, “um grande percurso e muitas consciências foram afectadas positivamente”. Benjamim Pereira, que preside à rede pelo segundo mandato consecutivo, defendeu que “hoje não há desenvolvimento dos municípios sem olhar para a questão ambiental, mas o facto é que não se tem visto a materialização da importância do mar”.

E o autarca assumiu o “compromisso”: “temos de extrair todos os potenciais geradores de riqueza (desporto, energia, entre outros), porque há muitas formas de explorar o mar com uma convivência pacífica e sem causar danos irreversíveis”.
Ainda na sessão de abertura, o almirante José Bastos Saldanha, um dos fundadores e vice-presidente da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, “Portugal tem de se afirmar como grande campeão daquilo que é o ambiente e os valores que representa, esse é o futuro”.

E aquela rede nacional será, ainda nas palavras do almirante, aquilo que todos quiserem. “Tudo o que possa ser feito ao nível das autarquias é importante para a valorização do nosso país”, assumiu aquele responsável, acreditando que “os principais mobilizadores” da rede têm de ser os municípios. “Conseguir prosseguir a acção desta rede passa por mobilizar muitos mais municípios”, desafiou o almirante, confirmando que “a rede nacional não é um projecto acabado”.

Apesar da crise, garantiu ainda aquele responsável, “a economia do mar progrediu, sendo que a economia do mar tem uma acção muito importante”. E o almirante foi mais longe: “a sociedade civil é o parente pobre, nunca lhe foi dado o estatuto para conseguir actuar de forma equilibrada entre as políticas públicas e a economia”, lamentando que “ainda nem sequer foi tentada a intervenção da sociedade civil”. Resultado: “não podemos olhar apenas para as políticas públicas nem só para a economia, é preciso o equilíbrio, até porque a cultura e o património são elementos excepcionais”.

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