Maratona solidária para ajudar famílias

Braga

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Patrícia Sousa

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O contentor à entrada do auditório do Instituto Português da Juventude (IPJ) demonstrava o “sucesso” da ‘Maratona Cultural e de Solidariedade’, que aconteceu na noite da passada sexta-feira. A Junta de Freguesia de S. Victor lançou o apelo para ajudar as famílias carenciadas e o público ‘pagou’ a entrada para assistir ao espectáculo com produtos alimentares.

“Foi mesmo uma maratona, porque começou às 21.30 horas e terminou já depois da uma da madrugada. Toda a gente queria participar e aliaram-se os valores culturais à solidariedade”, começou por sublinhar o presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, Firmino Marques.
A compota de tomate e os biscoitos de abóbora, confeccionados com produtos da horta biológica da junta de freguesia, bem como algumas variedades hortícolas, foram vendidas ao público presente.

As receitas vão reverter para o Projecto SA (Solidariedade Activa), “uma equipa que trabalha com quem precisa de forma permanente na rua, ajudando famílias que são identificadas pela junta de freguesia, pela comissão social da freguesia e pelas assistentes sociais da Bogalha”, esclareceu o autarca. E atirou: “sentiu-se de forma muito penetrante a solidariedade. Muita gente não podia estar presente, mas mesmo assim levou, de forma simbólica, o produto alimentar”.

Maratona continua até Dezembro

O grupo Cavaquinhos da APD - Associação Portuguesa de Deficientes, o Grupo de Dança da Igreja Presbiteriana Renovada - S. Victor, o Grupo de Música Tradicional Portuguesa ‘Os Bragueses’, o Coro da Igreja Adventista de Braga, o TinBra - Teatro Infantil de Braga, o Grupo Amigos dos Cavaquinhos Manuel Lima, o Grupo Coral de Guadaupe e a Estudantina de Braga (Tuna Universitária) fizeram a festa. E o público não faltou. “A solidariedade não está em crise, está muito activa e conseguimos dezenas e dezenas de quilos de produtos”, assegurou o presidente.

A maratona prolonga-se, entretanto, até Dezembro. “Para meados de Dezembro já está agendada uma acção de angariação de bens alimentares numa superfície comercial da freguesia”, anunciou Firmino Marques, sublinhando o facto de ser “necessário fazer algo, porque há muitas pessoas com dificuldades, mas têm vergonha de dizer que precisam de ajuda e é preciso identificar essas famílias”.

Comprar cama articulada é o próximo desafio

A maratona solidária também foi marcada pela entrega simbólica do “excelente” resultado obtido na campanha de recolha das ‘Tampinhas Amigas e Solidárias’ que vai reverter para a compra de uma cadeira de rodas eléctrica. O próximo desafio é a compra de uma cama articulada.
Mais de três mil euros foram conseguidos nesta iniciativa da Junta de Freguesia de S. Victor em parceria com a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM).

Muitas famílias precisam de uma cama articulada

“A cadeira eléctrica e outros componentes ortopédicos vão ser entregues à Gabriela, que tem 12 anos”, revelou o presidente da junta de freguesia, Firmino Marques, lembrando que “o apelo foi dado por responsáveis da EB2,3 Francisco Sanches e a menina nem é de S. Victor e isso só prova que a solidariedade não tem fronteiras”. O autarca assegurou que “ninguém descansou enquanto não se arranjaram as tampinhas necessárias para se conseguir a cadeira”.
Depois do sucesso desta campanha, as entidades responsáveis já têm outro desafio em mãos. “A campanha das ‘Tampinhas Amigas e Solidárias’ vai continuar com o objectivo de conseguir comprar uma cama articulada

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