Dezenas de agentes culturais participaram no Forúm Guimarães para analisar o que vai mudar e o que vai permanecer depois de 2012 e defenderam a ‘entrega’ do projecto cultural aos artistas, referem a conclusões a que a Lusa teve acesso.
“Depois de toda a política, a capital da cultura tem de ser um projecto cultural e tem de ser entregue aos artistas para o tornar possível”, referiu Hugo de Greef, director do Centro Cultural Place Flagey, em Bruxelas, e antigo director de Bruges Capital Europeia da Cultura.
Hugo de Greef fez o balanço dos dois dias em que decorreu o Fórum Guimarães, um espaço de discussão sobre “Uma alma para a Europa - O papel da cultura na transformação das cidades europeias”, que terminou esta tarde.
Guimarães vai ser Capital Europeia da Cultura (CEC) em 2012.
A cidade onde nasceu a indústria têxtil vai assumir nas actividades de 2012 a crise que se vive no sector têxtil e do vestuário em toda
a Europa.
“Colocar a cultura no centro da vida política não tem apenas a ver com a criação de emprego e de prosperidade económica, mas também em utilizar o conteúdo cultural para transformar a Europa”, salientou Mahir Namur, da Associação Istambul Capital Europeia da Cultura.
Dezenas de consultores e programadores culturais debateram o que permanecerá depois de 2012 numa cidade histórica como Guimarães.
“A cidade, tal como todos na Europa, vive a tensão entre o património e a abertura contemporânea, entre a lealdade ás suas raízes e a tolerância em relação a pessoas e ideias novas mas esta é a essência da democracia viva”, disse Paul Scheffer, professor na Universidade de Amesterdão.
O Fórum Guimarães foi um dos debates organizados em diversos países europeus e que tiveram início com as conferências ‘A soul for Europe’, em Berlim, e que onde esteve presente José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia.
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