Uma lição de humildade, garra à mistura e uma página da história do clube pintada de ouro e emoções. Pela primeira vez, o Valenciano segue para a quarta eliminatória da Taça de Portugal depois de eliminar o Olhanense (por 5-3, após grandes penalidades), naquele que foi também o primeiro confronto da equipa da III Divisão Nacional com um clube da primeira Liga.
As lágrimas entre alguns adeptos nas bancadas mal Tchocamar converteu o quarto penálti tradu-zem a explosão de alegria perante o triunfo histórico - justo diga-se - mas com algum sofrimento à mistura. Foram precisos 120 minutos de jogo, grandes penalidades e duas excelentes defesas de Vítor Nuno para garantirem a festa e a passagem à próxima fase da prova rainha do futebol português.
A verdade é que a vitória assenta mais do que bem à equipa de Alberto Fernandes, não só pelo controlo do jogo, entrega e oportunidades, mas pela falta de capacidade de um Olhanense com um onze de segunda linha, claramente, sem argumentos e a ressentir-se da ausência de quatro habituais titulares, atletas internacionais que Jorge Costa poup
ou para a partida.
Num ambiente típico de festa de Taça, com bombos, fanfarra apitos e gaitas sem fim, o Valenciano entrou melhor no jogo, dispôs das melhores ocasiões dos pés de Ricardinho e Tchocamar, no entanto, acabou por ser a equipa de Olhão a inaugurar o marcador, em cima do intervalo, após falta clara de Ricardinho sobre Paulo Sérgio na área. Chamado a marcar o penálti, Messi atirou em cheio para golo.
A reacção da equipa da casa surgiu pouco depois do reatar da partida, na sequência de um canto, Hélder Oliveira empatou, com um autêntico tiro de fora da área. Um grande golo a colocar justiça no marcador. A superioridade do Valenciano e a garra manteve-se, sem que Luís Carlos e Tiago Lenho tenham acertado com a baliza, enquanto o guardião Vítor Nuno evitou o segundo para o Olhanense após livre colocado de Messi.
No prolongamento, Vítor Nuno foi posto à prova num remate potente de Toy, David cabeceou a razar o poste e Pendura viu a barra negar o golo da vitória do Valenciano, adiando a decisão para a roleta dos penálties, onde a sorte sorriu ao Valenciano.
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