Religião/Escolas: Retirada de crucifixos restringe memória da tradição cultural portuguesa - Igreja Lusitana

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Lusa

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O Bispo de Igreja Lusitana Fernando Luz Soares considera que a retirada de crucifixos das salas de aula não diminuirá o número de cristãos mas “poderá restringir a memória da tradição cultural” de Portugal.

“Não é por isso que vai haver mais ou menos cristãos”, disse hoje à Lusa o Bispo Fernando Luz Soares, a propósito do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos se ter pronunciado, na terça-feira, contra a exposição de crucifixos nas salas de aula.

O representante da Igreja Lusitana, Católica Apostólica Evangélica, acredita que a retirada dos símbolos religiosos das escolas “é um modo de esquecermos a riqueza do nosso património cultural”, lembrando que Portugal 'vive e viveu de um determinado património cultural e religioso, que é base da sua civilização”.

Ainda assim, Fernando da Luz Soares considera que este “é um problema menor” e que o melhor seria se em Portugal se “afirmasse a diversidade religiosa”, introduzindo símbolos de outras religiões.

“Retirar cruzes e crucifixos não vai alterar o que quer que seja, mas pode fazer-nos esquecer o nosso legado histórico, cultural e religioso”, acrescentou, esclarecendo que na Igreja Lusitana “a questão fundamental está na ressurreição” e por isso apenas são utilizadas cruzes e não crucifixos (com a representação de Cristo).

A Associação República e Laicidade solicitou quarta-feira ao Ministério da Educação o envio de uma circular às escolas públicas no sentido de serem retirados das salas de aula os símbolos religiosos.

Fernando da Luz Soares afirmou compreender a posição da associação “de querer retirar os símbolos religiosos para se dê a indicação de que o estado é laico”.

A Igreja Lusitana, Católica Apostólica Evangélica, está em Portugal desde o século XIX e conta com 15 igrejas espalhadas por todo o País. Faz parte da Comunhão Anglicana e possui cerca de cinco mil fiéis em Portugal.

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