A empresa Estradas de Portugal (EP) garantiu ontem que a construção do viaduto da via de acesso ao novo hospital de Braga, sobre o complexo monumental das Sete Fontes, não afectará a integridade deste sistema hidráulico classificado como monumento nacional.
Numa nota enviada ao nosso jornal, o gabinete de comunicação e imagem da EP assegura que ‘a modelação dos pilares’ do futuro viaduto, bem como ‘a imposição de soluções de pré-corte para a execução das fundações dos mesmos, permite salvaguardar a integridade de todo o sistema na fase de obra, ao contrário do que defendido pela Junta de Freguesia de S.Victor’.
Os responsáveis da EP informam que está a ser elaborado o relatório de conformidade ambiental (RECAPE) relativo ao projecto de execução da variante à estrada nacional 103, que atravessará em viaduto o complexo monumental das Sete Fontes. Fonte da EP esclareceu que o RECAPE será submetido à autoridade de avaliação de impacto ambiental e que, no âmbito de verificação do mesmo, será ‘promovido um processo de acompanhamento público’.
Numa nota enviada ao ‘Correio do Minho’, na sequência da notícia pu
blicada no passado dia 7, sob o título, ‘Junta de S.Victor quase conformada com viaduto sobre as Sete Fontes’, o gabinete de comunicação e imagem da EP garante que a empresa, neste processo, ‘sempre teve em consideração as questões ambientais, nomeadamente a interferência com o complexo hidráulico das Sete Fontes, porque a via em questão é de extrema importância a fim de garantir as acessibilidades ao futuro hospital de Braga, que serve milhares de cidadãos’.
Câmara desenvolve projecto
Aquela empresa pública informou ainda que a câmara de Braga ‘encetou todos os procedimentos para o desenvolvimento do projecto de execução’ da futura via, ‘cabendo à EP a concretização da empreitada para garantir numa primeira fase as acessibilidades ao futuro hospital de Braga’.
Relativamente à proposta apresentada pela Junta de Freguesia de S.Victor de ‘implantação de um traçado distinto para Norte’, os responsáveis da EP dizem que ‘esta infra-estrutura tem como objectivo funcionar como uma variante à estrada nacional 103 e não como uma nova estrada a integrar na malha viá-ria urbana do município’.
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