PSP: Governo e polícias 'todos no mesmo barco da segurança' - Rui Pereira

Nacional

autor

Lusa

contactar num. de artigos 25877

O ministro da Administração Interna (MAI) garantiu ontem que 'está do lado' dos polícias e 'nunca tem uma atitude de surdez' quanto às legítimas reivindicações destes profissionais, porque todos estão 'no mesmo barco da segurança'.

Rui Pereira falava no final do Colóquio 'PSP: A Especificidade da Missão', organizado pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), realizado em Sobreda, Almada, na presença de várias dezenas de membros da ASPP.

'Todos os polícias que se dedicam à vida associativa e sindical sabem que o MAI nunca lhes fechou as portas e nunca tem uma atitude de surdez em relação aos seus legítimos anseios, reivindicações e aspirações, porque nós sabemos que estamos todos no mesmo barco, que é o barco da segurança, um direito fundamental e um bem de todos os portugueses', disse o ministro, realçando a importância de Governo e polícias estarem do 'mesmo lado'.

Rui Pereira considerou que a PSP tem correspondido aos novos desafios e exigências e que é hoje uma 'polícia integral, com missões crescentemente complexas e aliciantes', embora reconheça que o trabalho é muitas vezes exercido em 'condições penosas de horário, de complexidade de funções e de dificuldades de situações, em que tem de haver uma dedicação constante' destes profissionais.

O ministro frisou que 'a PSP é um retrato vivo dessas transformações' e da evolução sentida nas últimas décadas e, apesar de existirem dificuldades, prometeu continuar a dar 'condições necessárias para uma carreira digna' destes profissionais. 'É isso que nós tentamos fazer', acentuou.

Rui Pereira disse não pretender 'vanglorizar-se' de algumas medidas tomadas pelo Governo, designadamente em termos de estatuto profissional da PSP, mas não deixou de realçar a importância de dois aspectos: assistência jurídica (com pagamento de todas as custas judiciais) independentemente da posição do polícia no processo e assistência médica na reforma e para familiares dos polícias.

No final da intervenção do ministro, o presidente da ASPP/PSP, Paulo Rodrigues, disse acreditar que 'o futuro vai ser mais profícuo para os profissionais da PSP'.

Entretanto, a ASPP anunciou que vai avançar com uma petição dirigida ao Parlamento para que seja discutida a perda do estatuto de corpo especial do Estado por parte da Polícia de Segurança Pública (PSP).

'Levaremos esta questão à Assembleia da República na tentativa de que o poder político esteja disposto a reconhecer que há características muito próprias dentro de uma instituição que tem fomo finalidade garantir a segurança pública dos cidadãos', disse Paulo Rodrigues.

vote este artigo


 

Comente este artigo

Faça login ou registe-se gratuitamente para poder comentar este artigo.

comentários

Não existem comentários para este artigo.

Últimos artigos das categorias relacionadas

Tempo

Farmácias de serviço

Classificados

Newsletter

subscrição de newsletter

mapa do site

2008 © todos os direitos reservados ARCADA NOVA - comunicação, marketing e publicidade, S.A. | concept by: Cápsula - soluções multimédia