O ministro da Administração Interna (MAI) garantiu ontem que 'está do lado' dos polícias e 'nunca tem uma atitude de surdez' quanto às legítimas reivindicações destes profissionais, porque todos estão 'no mesmo barco da segurança'.
Rui Pereira falava no final do Colóquio 'PSP: A Especificidade da Missão', organizado pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), realizado em Sobreda, Almada, na presença de várias dezenas de membros da ASPP.
'Todos os polícias que se dedicam à vida associativa e sindical sabem que o MAI nunca lhes fechou as portas e nunca tem uma atitude de surdez em relação aos seus legítimos anseios, reivindicações e aspirações, porque nós sabemos que estamos todos no mesmo barco, que é o barco da segurança, um direito fundamental e um bem de todos os portugueses', disse o ministro, realçando a importância de Governo e polícias estarem do 'mesmo lado'.
Rui Pereira considerou que a PSP tem correspondido aos novos desafios e exigências e que é hoje uma 'polícia integral, com missões crescentemente complexas e aliciantes', embora reconheça que o trabalho é muitas vezes exercido em 'condições penosas de horário, de complexidade de funções e de dificuldades de situações, em que tem de haver uma dedicação constante' destes profissionais.
O ministro
frisou que 'a PSP é um retrato vivo dessas transformações' e da evolução sentida nas últimas décadas e, apesar de existirem dificuldades, prometeu continuar a dar 'condições necessárias para uma carreira digna' destes profissionais. 'É isso que nós tentamos fazer', acentuou.
Rui Pereira disse não pretender 'vanglorizar-se' de algumas medidas tomadas pelo Governo, designadamente em termos de estatuto profissional da PSP, mas não deixou de realçar a importância de dois aspectos: assistência jurídica (com pagamento de todas as custas judiciais) independentemente da posição do polícia no processo e assistência médica na reforma e para familiares dos polícias.
No final da intervenção do ministro, o presidente da ASPP/PSP, Paulo Rodrigues, disse acreditar que 'o futuro vai ser mais profícuo para os profissionais da PSP'.
Entretanto, a ASPP anunciou que vai avançar com uma petição dirigida ao Parlamento para que seja discutida a perda do estatuto de corpo especial do Estado por parte da Polícia de Segurança Pública (PSP).
'Levaremos esta questão à Assembleia da República na tentativa de que o poder político esteja disposto a reconhecer que há características muito próprias dentro de uma instituição que tem fomo finalidade garantir a segurança pública dos cidadãos', disse Paulo Rodrigues.
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