A Associação de Feiras e Mercados da Região Norte vai pedir apoio ao Ministério da Economia para ressarcir os comerciantes dos prejuízos causados pelo mau tempo na época natalícia, disse ontem à Lusa o seu presidente.
Fernando Sá adiantou que a neve, a chuva e o vento sentidos em toda a região norte, com especial incidência em Trás-os-Montes, 'impediram os feirantes de montar as tendas ou de se deslocar aos locais, e provocaram uma forte debandada dos consumidores'.
'Em 2009, a actividade dos feirantes decresceu 50 por cento e as intempéries de Dezembro vieram agravar esta queda', afirma, frisando que em Portugal não é só a agricultura que precisa de apoio.
Fernando Sá, que preside ao organismo com sede no Porto, diz que os prejuízos sofridos pelo sector, especialmente numa zona que vai de Trás-os-Montes a Aveiro e Viseu passando pelo Alto Minho, poderiam ser contabilizados pelo Governo, em colaboração com os municípios e as associações representativ
as dos feirantes.
'Os feirantes sabem quanto perderam porque continuam com as carrinhas cheias de mercadoria e os municípios podem ajudar porque sabem que várias feiras não puderam realizar-se', salienta.
Acrescenta que houve feirantes com toldos destruídos pelo vento e com a mercadoria estragada pelas chuvadas, ou por terem sido ultrapassados os prazos de validade, no caso dos perecíveis.
Fernando Sá defende que uma quebra de vendas de 50 por cento em termos nacionais 'é uma calamidade', mas garante que houve zonas, como o concelho de Vila Real onde a mudança da feira para Lordelo afastou os consumidores e causou uma quebra de vendas de 70 por cento.
A Associação de Feiras e Mercados da Região Norte actua numa área que abrange 86 concelhos, uma parte deles da zona norte dos distritos de Aveiro, e de Viseu e os restantes dos distritos a sul do Douro.
Nesta zona - afirma - trabalham no sector cerca de sete mil profissionais.
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