Um pescador brasileiro deverá participar quinta-feira na assembleia-geral do grupo alemão ThyssenKrupp, para protestar contra a poluição causada por um estaleiro siderúrgico na sua região, anunciou hoje um grupo de accionistas.
'Queremos que a ThyssenKrupp repare os danos ecológicos e sociais provocados pela sua siderurgia', disse Luís Carlos Oliveira, citado num comunicado da associação alemã de accionistas críticos.
O pescador brasileiro deverá intervir pessoalmente quinta-feira em Essen durante a assembleia-geral do grupo.
Por seu lado, a ThyssenKrupp rejeitou as acusações de poluição, de irregularidade na condução dos trabalhos, iniciados em 2006 na costa de Sepetiba, na região do Rio de Janeiro.
Um porta-voz do grupo acusou 'pequenos grupos de especularem por causa das indemnizações', acrescentando que 'a maior parte dos pescadores afirmam que fizemos um bom trabalhador no domínio da qualidade da á
gua do mar'.
Os 8 mil pescadores da costa de Sepetiba registaram menos 80 por cento de capturas de peixe depois do início dos trabalhos devido à poluição da água, defendeu Luís Carlos Oliveira.
Os opositores afirmam também que a ThyssenKrupp não obteve todas as autorizações necessárias à construção da sua fábrica e acusam os seguranças da empresa de pertencerem a milícias locais.
Luís Carlos Oliveira disse ter recebido ameaças de morte, adiantando que está a beneficiar de um programa de protecção do Governo federal brasileiro.
A associação de accionistas críticos, que detém uma pequena parte dos votos na ThyssenKrupp, vai pedir aos accionistas que recusem votar o balanço apresentado pelos directores do grupo.
A associação de accionistas críticos especializou-se na aquisição de acções de grandes empresas alemãs para poder reclamar 'mais protecção do ambiente, justiça social e transparência'.
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