Hospital reduz tempo de internamento e listas de espera

Braga

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José Paulo Silva

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A redução do tempo médio de internamento é uma das apostas da comissão executiva do Hospital de Braga para o corrente ano. O objectivo será conseguido com a implementação de um sistema de planeamento diário de altas, a criação de um órgão gestor das estadas prolongadas, a gestão eficiente de camas e uma avaliação pré-operatória atempada.

Em conferência de imprensa convocada para dar fazer o balanço de quatro meses de gestão do Hospital e apresentar as prioridades para 2010, Hugo Meireles, presidente da comissão executiva da empresa ‘Escala Braga’, anunciou também que o hospital vai centralizar as marcações de cirurgias, aumentar a produção cirúrgica e de consultas e optimizar ainda mais o bloco operatório e as consultas externas.

O serviço de Urgência, depois da criação de um novo pólo para atendimento de doentes não prioritários, será também melhorado, através da implementação de um novo modelo de gestão de recursos humanos.
Hugo Meireles adiantou que, foi criada a Unidade 'One Day Surgery'no bloco operatório e reestruturada a área de recobro de cirurgia de ambulatório.

No que diz respeito aos serviços clínicos, 'o hospital procedeu à contratualização da actividade em todas as linhas de produção e ao recrutamento de novos médicos em especialidades mais críticas'.
Nos últimos quatro meses, a nova administração do Hospital de Braga contratou 70 profissionais, entre os quais 28 enfermeiros e 12 médicos.
Hugo Meireles adiantou que a contratação de novos profissionais inseriu-se nos objectivos de redução do tempo de demora médio de internamento e de reforço da actividade do serviço de Urgência.

A empresa ‘Escala Braga’ projecta recrutar outros tantos profissionais em 2010 e 2011 para trabalharem no novo Hospital, que entra em funcionamento em 9 de Maio de 2011.
A nova administração reconhece que “a criação de postos de trabalho é um contributo prioritário que pode dar à região, pelo que tem incentivado fortemente o recrutamento local'.
O Hospital de Braga é gerido, desde Setembro do ano passado, pela empresa ‘Escala Braga’, do Grupo José Mello Saúde, no âmbito do contrato de parceria público-privada assinado com o Estado para a construção do novo hospital central.

‘Escala Braga’ espera acordo sobre especialidades

A administração do Hospital de Braga espera chegar em breve a acordo com o Ministério da Saúde para continuar a atender doentes nas especialidades de infecciologia, nefrologia, reumatologia e imunoalergologia.
A informação foi dada ontem pelo presidente da comissão executiva da empresa ‘Escala Braga’.
Hugo Meireles alegou que o Hospital de São Marcos ‘já não admitia doentes nessas especialidades há mais de um ano’.

O Hospital deixou recentemente de receber novos doentes daquelas especialidades, facto que tem motivado críticas de deputados do Bloco de Esquerda e PCP, que já solicitaram a presença da ministra Ana Jorge na comissão parlamentar de Saúde para dar explicações.
Hugo Meireles adiantou que nenhum desses quatro serviços existia antes da passagem, em Setembro, da gestão do Hospital de São Marcos para a empresa ‘Escala Braga’, no âmbito da parceria público-privada assinada com o Estado para a construção do novo Hospital.

O gestor referiu que havia doentes destas especialidades a serem tratados no Hospital, mas no quadro de outros serviços clínicos e, muitas vezes, por iniciativa de um médico da especialidade
Considerando que as quatro especialidades ‘não fazem parte do perfil assistencial do Hospital’, Hugo Meireles garante a continuação de ‘apoios parciais’ a cerca de 600 doentes, nomeadamente na especialidade de infecciologia.

As valências de infecciologia, nefrologia, reumatologia e imunoalergologia serão criadas no novo Hospital.
O administrador do Hospital refutou também a acusação de que têm sido negados medicamentos a doentes.
Garantiu que tal se verificou, apenas uma vez, no quadro de uma mudança de processos, e por lapso em que uma prescrição clínica não chegou à farmácia hospitalar.

Sobre a mudança de fornecedor de imunoglobina - ministrado aos doentes de Neurologia que discordam da mudança, Hugo Meireles garantiu que o novo fármaco agora ministrado, fornecido por outro fabricante, tem a mesma substância química que o anterior, sendo produzida a partir de plasma de sangue.

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