A ordem e os dois sindicatos dos enfermeiros constituíram hoje um grupo de trabalho que irá propor uma posição conjunta sobre o futuro do Suporte Imediato de Vida (SIV) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
No final de reuniões de âmbito nacional realizadas ao longo do dia no Porto, o porta-voz do grupo, José Gomes, disse à agência Lusa que a posição conjunta final será tomada numa nova reunião, agendada para terça feira.
José Gomes recordou que os enfermeiros do SIV estão preocupados com a sua estabilidade profissional, bem como com o futuro de um serviço que consideram de extrema importância para a população.
O SIV foi criado em 2007 com o objetivo de instalar em todo o território nacional 41 ambulâncias tripuladas por um enfermeiro e um técnico.
José Gomes afirmou que, contudo, cerca de 15 ambulâncias ainda não estão a funcionar e os contratos de mobilidade dos tripulantes das restantes estão a terminar, pelo que os enfermeiros temem ter de regressar aos hospitais de origem.
'Os enfermeiros querem ficar nas ambulâncias SIV', disse.
Também hoje, uma delegação do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) foi recebida no Ministério da Saúde, em Lisboa.
Em declarações à Lusa, o coordenador do SEP, José Carlos Martins, adiantou que a 'reunião com o conselho diretivo do INEM não resolveu os principais problemas dos enfermeiros'.
O INEM não apresentou soluções, nomeadamente em relação à est
abilidade dos profissionais.
Segundo o sindicalista, os enfermeiros 'manifestaram disponibilidade para desenvolver formas de luta caso o INEM não dê resposta às questões e aos principais problemas que os afetam e que têm impacto na resposta aos cidadãos'.
'Como o INEM, na reunião que teve hoje com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, não operacionalizou soluções para estes problemas, durante a próxima semana haverá outras reuniões com os enfermeiros do INEM para decidir o que fazer', adiantou.
José Carlos Martins lembrou que, atualmente, faltam cerca de 30 enfermeiros para que as atuais ambulâncias SIV deem resposta com qualidade aos cidadãos.
'O INEM não garante a admissão de enfermeiros para manter essas ambulâncias, o que inclusivamente faz parte dos protocolos estabelecidos entre o Ministério da Saúde e as câmaras municipais', acrescentou.
Os enfermeiros pretendem que o INEM abra um concurso para estabilizar os enfermeiros, que estão em regime de mobilidade, nos mapas do INEM, como foi compromisso numa reunião tripartida entre a ministra da Saúde, INEM e SEP em 09 de dezembro.
José Carlos Martins sublinhou que o INEM não assumiu a imediata abertura desse concurso e, por isso, os enfermeiros vão continuar a reunir para decidir formas de luta.
A agência Lusa contactou o INEM, mas não foi possível obter uma resposta até ao momento.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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