No dia em que completou 14 anos de existência como associação cultural — e 18 anos com grupo de teatro —, o Tin.Bra-Grupo de Teatro Infantil de Braga continua a sonhar com uma sede própria. “O Tin.Bra não pode continuar a trabalhar com uma oficina aqui, outra ali, permanentemente a transportar crianças. Para além disso estamos a pagar uma sede, que funciona num andar, que se está a tornar insuportável, porque não temos apoio”, referiu Maria Torcato, presidente da associação, relevando que o dinheiro que cada associado paga — valor mínimo — é todo direccionado para a logística.
Em termos ideiais, não só para o grupo, mas para a política cultural bracarense, Maria Torcato considera que a associação deveria sediar no Mercado do Carandá. “Tem uma escola de dança, vai ter uma escol
a de música e ficar com um espaço vocacionado para o teatro era o ideal. Conjugavam-se três linguagens artísticas que podiam trabalhar de forma integrada e rentabilizar recursos”, diz a responsável.
Apesar das diligências já efectuadas, o presidente do Tin.Bra mostra ainda algumas reticências quanto à cedência da autarquia bracarense. “Se a câmara se disponibilizou para atender às duas linguagens artísticas, a dança e a música, não entendemos porque não tem a mesma postura para com o teatro”, prossegue a responsável, admitindo que a autarquia tem alguma dificuldade em gerir aquele espaço dado cedeu parte para sedes de associações”.
Qualificando-o como “um corredor de salas sem identidade”, Maria Torcato adianta que a pretensão do Tin.Braga era dar identidade própria ao espaço.
Faça login ou registe-se gratuitamente para poder comentar este artigo.
subscrição de newsletter