O presidente do Parlamento Europeu (PE), Jerzy Buzek, condenou hoje a “brutalidade policial” usada contra as “Damas de Branco” em Cuba e exigiu que Havana liberte de “imediato todos os presos políticos”.
“Insto o Governo cubano a deixar de castigar as pessoas que se manifestam pela liberdade”, defendeu Buzek num comunicado sobre a atuação de forças de segurança cubanas sobre cerca de trinta mulheres, vestidas de branco, que se manifestaram quarta feira pacificamente, nos arredores de Havana.
O protesto coincidiu com o aniversário da “primavera Negra” de 2003, quando o Governo condenou opositores ao regime de Fidel Castro a penas de prisão de 6 a 8 anos.
As “Damas de Branco”, que afirmam ser familiares de opositores ao regime, foram galardoadas em 2005 com o Prémio Sakharov, concedido anualmente pelo PE a pessoas ou organizações que dediquem as suas vidas ou protagonizem ações em prol da defesa dos Direitos Humanos ou da Liberdade.
'Há quase cinco anos que estamos à espera para entregar o prémio às 'Damas de Branco', que continuam sem autorização para sair do país”, lame
ntou Buzek.
O presidente do PE garantiu hoje que a instituição está 'seriamente preocupada com a situação dos presos políticos em Cuba', após a morte de Orlando Zapata, e especialmente devido ao 'alarmante estado' do jornalista Guillermo Fariñas.
'Não podemos permitir outra morte em Cuba', salientou.
Em nome do PE, Buzek voltou a apelar, em comunicado, para a 'libertação imediata de todos os presos políticos'.
'O Governo cubano deve respeitar as liberdades fundamentais, especialmente a liberdade de expressão e de associação política. É uma condição +sine qua non+ para que as relações com o país melhorem', adiantou.
Na semana passada, o Parlamento aprovou uma resolução que condena a morte do opositor Orlando Zapata, falecido após 85 dias de greve de fome.
Zapata exigia que o regime castrista libertasse os presos políticos e os presos de consciência.
Os eurodeputados apelaram a todas as instituições da UE para que apoiem um processo de transição democrático em Cuba e reforcem os contactos com os opositores ao Governo.
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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