Sensibilizar as pessoas para a realidade que existe em pleno 2009 foi o objectivo do núcleo de Braga da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), que, ontem à tarde, acenou cartazes com slongans a lembrar a situação da mulher em Portugal e no mundo.
Paralelamente, a UMAR colocou, ainda na Avenida Central, 43 bandeiras pretas sinalizadas que correspondem ao número de mulheres assassinadas em 2008 vítimas de violência doméstica.
Carla Cerqueira, uma das responsáveis da UMAR, admitiu que “foram conseguidos muitos avanços na área dos direitos das mulheres, mas, ainda, há um grande percurso a percorrer”, salientando que “é preciso falar das coisas positivas, mas é importante alertar para as negativas”.
E foi mais longe: “houve avanços na área económica, política e económica, que têm sido conquistados no contexto português e mundial ao longo dos últimos anos de luta, mas as mulheres continuam a ser discriminadas em muitas áreas”.
No Dia Internacional da Mulher é preciso chamar a atenção para o facto que “existe uma grande estereotipização das mulheres, porque muitas vezes são reduzidas meramente a objectos”.
No âmbito da campanha ‘Não sou cúmplice’, o núcleo colocou 43 bandeiras a assinalar cada uma das mulheres que foi morta por companheiros ou ex-companheiros. “Trazemos esta mensagem, esperemos que seja de esperança, para conseguirmos mudar e nesse sentido sensibilizar as pessoas para estas questões”, referiu, ainda, Carla Cerqueira. Mas estas questões “não devem ser abordadas apenas no dia de hoje (ontem), mas todos os dias do ano”, frisou aquela responsável.
E foi mais longe: “queremos mostrar que não é uma luta de mulheres, é uma luta de todos pelo bem-estar social”.
Com a acção, o núcleo da UMAR aposta “na sensibilização e consciencialização de mulheres e homens para conseguir esses avanços necessários”, acrescentou Carla Cerqueira.
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