Água: Fusão de três empresas do norte potencia redução das tarifas

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Lusa

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A redução das tarifas será uma das vantagens da Águas do Noroeste, que resultou da fusão de três empresas do Grupo Águas de Portugal e que hoje iniciou a sua actividade.

Resultante da fusão da Águas do Ave, Águas do Cávado e Águas do Minho e Lima, a nova empresa garante também, segundo os seus responsáveis, “o reforço da sustentabilidade económica e financeira, a obtenção de sinergias, a partilha e maximização de recursos e o aumento da eficácia e eficiência do sistema”.

Com um capital social de 70 milhões de euros, já realizado em 47,5 milhões de euros, a Águas do Noroeste integra mais de 30 municípios da região do norte, predominantemente do Minho, numa área de intervenção de cerca de 6.000 quilómetros quadrados.

A empresa é responsável por um investimento da ordem dos 830 milhões de euros, entre 1995 e 2015, sendo que mais de 300 milhões de euros serão investidos entre 2010 e 2015.

“A importância deste investimento para o desenvolvimento socioeconómico da região justifica o seu financiamento a fundo perdido, em cerca de 50 por cento, pelo Fundo de Coesão da União Europeia”, referem os responsáveis da nova empresa, em comunicado.

Na componente de abastecimento de água, o sistema multimunicipal foi dimensionado com o objetivo de captar, tratar e distribuir água aos municípios de Arcos de Valdevez, Barcelos, Caminha, Esposende, Fafe, Maia (norte), Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Póvoa de Lanhoso, Póvoa de Varzim, Santo Tirso, Trofa, Valença, Viana do Castelo, Vieira do Minho, Vila do Conde, Vila Nova de Cerveira e Vila Nova de Famalicão.

Está dimensionado para servir uma população de cerca de um milhão de habitantes e fornecer um caudal de 63,9 milhões de metros cúbicos de água por ano, em 2015, que será o “ano de cruzeiro” do projeto.

No saneamento de águas residuais, para além da quase totalidade dos citados anteriormente, o sistema multimunicipal tem também a responsabilidade pela recolha, tratamento e rejeição das águas residuais produzidas nos municípios de Amarante, Amares, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Felgueiras, Guimarães, Lousada, Mondim de Basto, Terras de Bouro, Vila Verde e Vizela.

Nesta componente prevê-se que, em 2015, o sistema multimunicipal sirva cerca de 1,9 milhões de habitantes e trate mais de 72 milhões de metros cúbicos de águas residuais urbanas por ano.

A Águas do Noroeste é a primeira empresa resultante de um processo de fusão no sector da água em Portugal, “tornando-se numa das maiores empresas gestoras de sistemas multimunicipais de água e saneamento a atuar em Portugal”.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico **

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