O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, garantiu hoje que o país “está preparado” para o combate aos incêndios, graças à “revolução tranquila” operada no sistema de Protecção Civil desde 2006.
“Desde 2006, temos feito uma revolução tranquila e hoje a Protecção Civil tem uma doutrina, tem meios, tem uma estratégia para enfrentar este combate”, referiu Rui Pereira.
Para o governante, o atual sistema de Protecção Civil “deixa a perder de vista o estado da arte” até 2005.
Como exemplo, disse que Portugal dispõe atualmente de uma empresa que garante a “autonomia estratégica” em termos de meios aéreos, quando há poucos anos era obrigado “a andar ó tio, ó tio” à procura de aviões.
Disse ainda que até 2005 o país gastava 70 milhões de euros por ano na defesa da floresta, quando agora gasta 100 milhões.
“O país está preparado e nós podemos confiar na nossa Protecção Civil”, afirmou Rui Pereira, que falava no decorrer de uma visita ao Centro de Operações de Socorro de Viana do Castelo, um dos distrito
s mais fustigados pelos incêndios neste verão.
No distrito de Viana do Castelo, foram registadas, só em julho, 523 ignições, 30 por cento das quais começaram à noite.
O mais fustigado foi o concelho de Arcos de Valdevez, o que levou mesmo a câmara local a acionar, na madrugada de hoje, o Plano Municipal de Protecção Civil.
Desde quinta feira, a média de ignições no distrito tem sido de 55 a 60 por dia.
O ministro da Administração Interna sublinhou que, a nível nacional, este ano tem havido mais ignições mas, e mesmo com condições climatéricas adversas, a área ardida este ano “é muito menor do que a do ano passado”.
“Isto significa que o nosso combate tem sido eficaz”, disse.
Lembrou ainda que “mais de 90 por cento” das ignições têm origem humana e que “provavelmente mais de 90 por cento” acontecem por negligência.
Por isso, apelou à população para ter comportamentos responsáveis e “não fazer fogos de maneira nenhuma”.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***
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