A Câmara Municipal de Braga inicia na próxima segunda-feira um programa de animação popular do centro da cidade, que, tendo por palco a Avenida Central, se dirige particularmente a quantos demandam a ‘capital do Minho’ em turismo.
‘Noites de Agosto’ prolonga-se até ao dia 26 de Agosto e serve de mostra ao que, de raiz popular, melhor identifica Braga e a região, quer no que respeita à gastronomia, como às suas danças e cantares.
“A intenção é proporcionar o contacto de quantos nos visitam com o que de mais genuíno e tradicional identifica a cidade e a região, promovendo a interacção dos próprios turistas com os vários promotores da animação; ao mesmo tempo que promovemos a identidade local, pretendemos a criação de um ambiente que permita ao turista dar dois pezinhos de dança, se assim lhe aprouver, ou tomar o gosto a alguns dos petiscos mais típicos de Braga”, explica Vítor Sousa, tutela política do pelouro do Turismo na Câmara Municipal de Braga.
A iniciativa, que tem garantida a participação activa de um agrupamento musical em cada noite, resulta de uma parceria com a Associação de Artesãos do Minho e com a marca cervejeira ‘Sagres’.
As várias ‘tasquinhas’, decoradas com algumas das imagens mais fortes do património bracarense, vão distribuir-se ao longo da Avenida Central, aproveitando a ornamentação festiva típica de uma romaria, aliás, que serviu de decoração luminosa às recentes festas da cidade.
‘Noites de Agosto’ abre segunda-feira (2) às 21.30 horas, funcionando diariamente entre as 19 e as 24 horas.
Vítor Sousa releva, na circunstância, o notório crescimento da procura da ‘capital do Minho’ como destino turístico, facto a que não é alheio o investimento municipal na promoção da cida- de em vários palcos europeus, seja em mercados próximos, através de acções directas, seja em mercados mais distantes, através da marca ‘Braga’, levada até lá por vários promotores directos e indirectos.
“Tanto no turismo cultural ou de matriz religiosa, como em nichos de mercado associados a encontros e congressos internacionais, ou mesmo aqueles que, em tendo contactado com a cidade, decidem voltar com as famílias, Braga regista um crescendo de procura, provado pelas altas taxas de ocupação hoteleira ou pela mera observação do movimento nas ruas centrais ou nos locais de particular interesse patrimonial”, sublinha.
Embora as ‘Noites de Agosto’ devam ser usufruídas por todos os bracarenses - ressalva o titular do pelouro do Turismo - elas têm como destinatário mais específico quantos demandam a cidade em visita e que por cá permanecem durante algum período de tempo.
Artesana
to e muita música
A Associação de Artesãos do Minho garante, por seu turno, a mostra e venda do artesanato típico de Braga e da região a que serve de capital.
Já a animação festiva deste programa regista a colaboração de agrupamentos como o Rancho Folclórico de Cabreiros (2, 9, 16 e 23), ‘As Concertinas da Borga’ (3, 10, 17 e 24), Grupo de Cavaquinhos de São Paio de Arcos (4, 11, 18 e 25), Rancho Folclórico de Nogueira (5, 12, 19 e 26), Rancho Folclórico da Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa (7 e 14), Rancho Folclórico de Ferreiros (13 e 20) e o Rancho Folclórico de Gondizalves (21).
Sete grupos estrangeiros no festival de folclore
Sete agrupamentos internacionais, da Rússia ao Brasil, da Alemanha ao México, da Ucrânia à Escócia ou à Eslováquia, participam hoje na gala ‘Danças do Mundo’ que marca o início da décima segunda edição do Festival Internacional de Folclore de Braga.
A gala, de acesso livre, aconte- ce na Avenida Central, a partir das 21.30 horas e nela participam o ‘Thuringian Folklore Dance Group’ (Alemanha), Grupo Étnico Madre Paulina (Brasil), ‘Royal Scottish Country Dance Society’ -Newcastle Upon Tyne (Escócia), ‘Folklore Ensemble Makovica’ (Eslová- quia), ‘IRBAO - Ballet Folklorico Orizaba’ (México), ‘Folk Dance Group ‘Smerechina’ (Ucrânia) e a ‘Russian Cossack Song & Dance Volnaya Steppe’ (Rússia).
“Ano a ano, procuramos oferecer a Braga a mais diversificada mostra de danças e cantares folclóricas do mundo; a presente edição deste festival é a prova desse investimento cultural: a origem e a provada qualidade dos grupos convidados fala por si”, justifica a vereadora da Cultura na Câmara Municipal de Braga.
Ilda Carneiro sublinha que o objectivo desta iniciativa não se fica pelo “mero festival folclórico, confundível com qualquer outro dos muitos que acontecem pelo país”, promovidos com o único intuito de criar momentos de animação popular.
“O pelouro da Cultura pretende também isso, mas muito mais; pretende trazer à cidade, em cada edição, uma mostra dos mais representativos agrupamentos folclóricos característicos da diversidade mundial desta expressão artística de cariz popular; pretende proporcionar a quem assiste a este festival um contacto e um conhecimento da raiz etnográfica das diferentes culturas populares”, diz.
O festival prolonga-se até sábado com a participação de grupos nacionais, desde os ‘Sinos da Sé’ (Braga), Grupo Folclórico de Vila Verde, Grupo Folclórico de Aveleda (Braga), Rancho Folclórico ‘Os Campinos da Azinhaga’ (Golegã) e Grupo Folclórico Gonçalo Sampaio (Braga).
Faça login ou registe-se gratuitamente para poder comentar este artigo.
subscrição de newsletter