O presidente colombiano, Álvaro Uribe, instou hoje o governo venezuelano a convencer os guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) a deporem armas e entregarem-se às autoridades.
“Se [na Venezuela] querem ajudar a superar o problema guerrilheiro, que digam à guerrilha que está lá que se desmobilize, que os procuradores da Colômbia vão buscá-los e os trazem para aqui, com todas as garantias de lei, justiça e paz”, disse.
Numa declaração transmitida pelas televisões locais, Álvaro Uribe propôs que a desmobilização dos guerrilheiros - que Bogotá diz que estão refugiados em território venezuelano - seja uma alternativa à proposta de paz que o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Nicolás Maduro, está a promover e pretende dar a conhecer na quinta feira, na reunião de chefes da diplomacia da União de Nações da América do Sul, sobre o qual não se conhecem pormenores.
“O verdadeiro plano de paz passa pela não intervenção nos assuntos internos de nenhum país, o verdadeiro plano de paz passa por não existir nenhum lugar no m
undo, nem físico, nem político, onde as FARC ou algum grupo criminoso possam estar”, vincou Uribe.
A 22 de julho, Hugo Chávez rompeu as relações bilaterais com Bogotá, na sequência da acusação colombiana, na Organização de Estados Americanos (OEA), de que a Venezuela protege guerrilheiros das FARC e do ELN.
Segundo Bogotá, 1500 guerrilheiros estão refugiados em território venezuelano.
As relações entre Caracas e Bogotá estavam congeladas desde 28 de julho do ano passado, por decisão da Venezuela, em protesto contra o anúncio das autoridades colombianas de que tinham encontrado um lote de armas, procedente da Venezuela, nas mãos da guerrilha.
No centro da polémica está ainda a decisão de Bogotá de permitir aos Estados Unidos usarem sete bases militares no país, no âmbito de um programa de luta contra o narcotráfico e o terrorismo.
No domingo, Hugo Chávez acusou Washington de usar a vizinha Colômbia para promover uma ação bélica contra a Venezuela e ameaçou suspender o envio de petróleo para os EUA.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Faça login ou registe-se gratuitamente para poder comentar este artigo.
subscrição de newsletter