Braga: café «A Brasileira», com 102 anos, reabre, terça-feira após restauro

Braga

autor

Lusa

contactar num. de artigos 45512

O café 'A Brasileira', um dos “ex-libris” de Braga, reabre terça-feira à tarde após obras de restauro e modernização que incluíram a criação de duas novas salas no andar superior, disse à Lusa fonte da empresa.

A gestora Elvira Pinheiro adiantou que a intervenção envolveu trabalhos de pintura, restauração do mobiliário, limpeza do interior e exterior do edifício, e renovação da cozinha: 'ficou como estava, com o mesmo mobiliário, as mesmas cadeiras, mas tudo pintado de fresco e renovado, ficou mais agradável e confortável', frisou.

O café, que faz terça-feira 102 anos, fechou em Setembro de 2008 para obras, no âmbito de um acordo com a ASAE - Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica que exigia a renovação da copa e da cozinha, nomeadamente a substituição das madeiras por material em aço inox.

Elvira Pinheiro salientou que as duas novas salas no segundo andar do edifício - situado no centro de Braga numa zona pedonal - se destinam a zona de fumadores e a salão de chá.

De noite, o espaço do segundo andar vai funcionar como bar a pensar numa clientela mais jovem.

Tal como no passado, o café quer continuar a ser um espaço de encontro e convívio de muitos bracarenses: 'Abrangemos um leque de clientela bastante amplo. De manhã, reúnem-se mais pessoas idosas; à tarde, temos, entre outros, muitos professores e professoras; à noite é um público mais jovem', assinala.

O café 'A Brasileira' passou, desde a sua abertura, em 17 de Março de 1907, por quatro mãos. O fundador, Adolpho de Azevedo, um negociante portuense e vice-cônsul do Brasil em Braga, esteve à frente do estabelecimento durante 30 anos.

Em 1937, o café foi adquirido por Joaquim Queirós, que o manteve nas quatro décadas seguintes, integrando o vizinho café Sport (na parte mais baixa do café).

No Estado Novo (regime político que durou de 1933 a 1974 em Portugal e foi encerrado com a Revolução dos Cravos), foi aberto na outra esquina da rua um outro café, a 'Nova Brasileira', entretanto extinto. Naqueles anos, 'A Brasileira' era frequentada por opositores de António Salazar, e a 'Nova Brasileira' era procurada por simpatizantes do regime.

Em 1997, foi passado a Joaquim Domingos Godinho, até que, em 2004, foi vendido a Armindo Pinheiro e filhos, actuais gerentes.

Quando a casa abriu, em 1907, 'A Brasileira', além de café do Brasil, vendia vinhos finos engarrafados da Parceria Vinícola dos Lavradores do Douro e outros produtos.

Com o passar dos anos, foi ampliando a oferta de produtos e há cerca de oito anos introduziu o café expresso. Mas, geralmente, a 'Brasileira' é procurada pelo seu 'café de saco'.

vote este artigo


 

Comente este artigo

Faça login ou registe-se gratuitamente para poder comentar este artigo.

comentários

Não existem comentários para este artigo.

Últimos artigos das categorias relacionadas

Tempo

Farmácias de serviço

Classificados

Edição Impressa (CM)

Edição Impressa (MF)

Newsletter

subscrição de newsletter

mapa do site

2008 © todos os direitos reservados ARCADA NOVA - comunicação, marketing e publicidade, S.A. | concept by: Cápsula - soluções multimédia