O movimento 'Tirem os carros de cima dos passeios' entregou mais de 2.500 autocolantes e recebeu mais de 3.500 visitas no seu blog, uma semana depois de ter sido oficialmente lançado, segundo um dos responsáveis pela iniciativa.
Há uma semana que um grupo de pessoas, que pretende o anonimato, lançou uma campanha através de um blog contra os carros estacionados em cima dos passeios, convidando os interessados a imprimirem um autocolante para o colar nas viaturas mal estacionadas.
O autocolante de 'protesto' diz em letras grandes: 'Não Pense Só No Seu Umbigo' e 'Respeite os Peões ao Estacionar'.
'Estacionar no passeio ou na passadeira torna a vida mais difícil para os peões, principalmente deficientes motores, idosos, pessoas com carrinhos de bebés ou compras' é outra frase que consta do autocolante.
De acordo com dados fornecidos à Lusa por um dos organizadores, o movimento, que foi lançado dia 24 de Março, recebeu 3.753 visitas no seu 'site' na Internet.
O movimento enviou por correio cerca de 1.500 autocolantes e distribuiu mais de mil, desconhecendo-se o número de autocolantes impressos a partir do blog.
Ainda segundo um dos organi
zadores contactados pela Lusa, foram recebidas mais de uma centena de comentários, a maioria dos quais de apoio e felicitações.
Há igualmente mensagens com contributos e de protesto ou reclamação.
A colocação de um autocolante numa viatura de propriedade alheia é vista de forma diferente pela polícia.
Enquanto fonte da Polícia Municipal de Lisboa disse à Lusa que poderá estar em causa um crime semi-público de dano, dependente de queixa, a PSP considera que 'a simples colocação de um panfleto num veículo automóvel estacionado na via pública não confere, por si só, um crime de dano'.
'Para um proprietário de um veículo apresentar queixa por dano, só se o papel/autocolante colocado no vidro, inequivocamente, destruir, deformar, alterar o vidro do automóvel ou o local onde foi colocado, e se houver dolo (intenção de produzir o efeito de dano) na sua colocação' explicou a PSP.
O organizador do movimento contactado pela Lusa disse admitir a possibilidade de apresentação de queixas.
'Admitimos que se possa fazer queixa das nossas acções, mas seria uma situação algo caricata. Estariam a inverter-se os papéis de afectante e afectado', precisou.
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