Tin.Bra precisa de mais espaço

Braga

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José Paulo Silva

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Assumindo a associação como “escola de espectadores e fazedora de cultura”, a presidente e fundadora do Tin.Bra solicitou ontem, dia em que este Grupo de Teatro Infantil de Braga assinalou o seu 15º aniversário, mais espaços para o desenvolvimento de actividades de formação de públicos.

Maria Torcato Baptista, em declarações ao ‘Correio do Minho’, realçou que as duas salas que o Tin.Bra dispõe no Mercado Cultural do Carandá são “manifestamente insuficientes” para o conjunto de actividades que o Grupo, criado em 1991 e formalmente registado como associação cultural em 1996, oferece aos públicos infanto-juvenis e adulto, bem como para a guarda do espólio artístico produzido ao longo das duas últimas décadas.

“Gostávamos que a Câmara de Braga percebesse as nossas necessidades”, disse-nos a presidente do Tin.Bra, à margem da festa de aniversário que decorreu no auditório municipal Galécia, adiantando como hipótese de crescimento da associação a utilização de espaços escolares que não estejam a ser utilizados.
“Temos de andar pelas escolas André Soares e do Carandá, auditório Galécia, museus, garagens e arrecadações de pessoas amigas a espalhar o nosso trabalho”, adiantou

Já no que diz respeito a local para representações, o auditório Galécia é apreciado como “uma sala que se está a tornar cada vez mais bonita” e que, segundo Maria Torcato Baptista, “res-ponde às necessidades”. Por isso, a presidente agradece à autarquia a cedência do auditório.

Ao fim de 20 anos de actividade, a líder do Tin-Bra afirma que este “deixou de ser uma mera companhia de teatro infantil”, passando a integrar outras linguagens de palco. A associação oferece oficinas de teatro a jovens a partir dos seis anos de idade, contando actualmente com 130 crianças dispersas por onze dessas unidades de formação.

“Nestes anos formámos quatro actores profissionais, uma actriz de cinema e outros jovens que seguiram carreiras técnicas”, destaca Maria Torcato Baptista, apontando muitos outros jovens que “não fazendo carreira artística, têm beneficiado com toda a aprendizagem que fizeram cá”.

É o caso de Ana Margarida, que fez parte do primeiro grupo de pequenos actores do Tin-Bra. Hoje é professora e confessa que a experiência no palco a ajudou-a' lidar com pessoas e grupos e a comunicar”, o que tem sido de extrema utilidade para a sua carreira. Para o corrente ano, a direcção do Tin.Bra programou uma séria de espectáculos mensais no auditório Galécia. Produções “diversificadas e com muita qualidade”, assegura Maria Torcato Baptista.
Ontem à tarde, naquele espaço, a festa de aniversário foi uma espécie de antecipação do Carnaval, com muitos elementos da família Tin.Bra mascarados de morcegos, gatos pretos, bruxas, vampiros, princesas, príncipes e piratas.

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