Alunas levaram arte a crianças e idosos

As Nossas Escolas

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Patrícia Sousa

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Inês Seixas, Mafalda Remoaldo e Tânia Ribeiro, alunas do 12.º ano da Escola Secundária Carlos Amarante, desenvolveram, durante este ano lectivo o projecto ‘LevArte’. “Somos de Artes Visuais e achámos que seria interessante desenvolver uma iniciativa relacionada com as artes”, justificaram as jovens, ontem, durante a apresentação final do projecto, evidenciando “a ponte entre a arte e a comunidade, da qual se pretendia entender a reacção das pessoas perante um fenómeno artístico.

O principal objectivo do trabalho de ‘Área de Projecto, desenvolvido pelas jovens, era “despertar o ‘eu’ criativo dos participantes, levando-os a fugir da rotina por alguns momentos”.
Para isso, as jovens promoveram acções de expressão livre e desenvolveram o lado artístico dos participantes.

“Queríamos compreender a forma como três faixas etárias diferentes interpretam e reagem nos processos de fruição e criação artística”, explicaram as estudantes, que tiveram como ‘aliada’ a Fundação Bonfim.
Para os mais velhos, as alunas levaram alguns quadros para os participantes na iniciativa comentarem e o resultado foi “surpreendente”, confessaram.

De seguida, as jovens lançaram outro desafio: fazer molduras. “Foi uma actividade muito engraçada, porque percebemos que as pessoas têm formas de planear e trabalhar muito diferentes. Umas são mais impulsivas, mais espontâneas, outras mais racionais e rigorosas. Achámos que conseguimos proporcionar uma manhã diferente onde pintámos molduras e colorimos memórias”.

Já com os mais novos, também utentes da Fundação Bonfim, as estudantes contaram uma histó- ria e fizeram um jogo.
Na visita seguinte, as crianças também tiveram um desafio pela frente: fazer fantoches das personagens da história.

Faltava, então, desafiar os jovens. Para isso, as alunas aproveitaram o Dia Aberto da Secundária Carlos Amarante, conseguindo desenvolver uma actividade que já andavam a planear há algum tempo. “Pusemos as pessoas a pintar um painel de dois metros. Afixámos no painel uma pequena imagem de ‘Mona Lisa’, dividida em grelha, para que as pessoas se guiassem por ele. O resultado foi muito inesperado”, referiram as alunas.

Para Inês, Mafalda e Tânia “o trabalho de um ano passou muito depressa e os resultados são muito bons e até inesperados”. “Ficámos muito ligados aos idosos e às crianças e não estávamos à espera que fosse um relacionamento tão espontâneo”, admitiram as jovens, admitindo que conseguiram “explorar a parte artística das crianças, dos jovens e dos mais idosos de forma diferente”.

O projecto “valeu a pena”, asseguraram as alunas, que conseguiram “mostrar que não é preciso estar no curso de Artes para se perceber de Artes”. E explicaram: “cada um de nós tem um pouco de arte em si, é preciso é despertar esse lado criativo em cada um. Conseguimos, a nível de interacção e comunicação, desenvolver muitas competências.

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