Património da Humanidade é um direito do Bom Jesus

Braga

autor

José Paulo Silva

contactar num. de artigos 2200

A classificação do Santuário do Bom Jesus do Monte como património mundial da humanidade, “mais do que um desejo da Arquidiocese de Braga, é um direito”. A afirmação do arcebispo D. Jorge Ortiga foi feita ontem, dia em que a Real Confraria do Bom Jesus homenageou o cónego José Marques, juiz presidente honorário falecido há um ano.

O prelado bracarense entende que poucos lugares merecem como o Bom Jesus a inclusão pela UNESCO na lista do património da humanidade, mas o actual presidente da Confraria, João Varanda, afirma que não devem ser criadas expectativas muito optimistas em relação a uma classificação que é um processo lento.

Aquele responsável adiantou que o processo de candidatura “é ainda muito precoce”, devendo ser sustentado com o material científico que sairá do Congresso Luso Brasileiro do Barroco que o Santuário do Bom Jesus acolhe em Outubro próximo, no âmbito das comemorações do bicentenário da conclusão das obras do Templo.

João Varanda prevê que em 2012 a candidatura à UNESCO se concretize, dando sequência ao trabalho coordenado pela arquitecta Teresa Andersen, responsável pela candidatura ganhadora do Douro Vinhateiro a património mundial da humanidade.

O arcebispo de Braga considera que uma classificação do Bom Jesus como património mundial pode acelerar o processo de requalificação do santuário actualmente em curso com um investimento estimado de seis milhões de euros.

“A Confraria tem feito a sua parte, mas falta muito mais. A mesa administrativa não poderá continuar com o mesmo ritmo”, reconheceu D. Jorge Ortiga, antes da inauguração da Alameda Cónego José Marques.
Sobre as hipóteses do Bom Jesus vir a obter o reconhecimento da UNESCO, João Varanda alegou que o Bom Jesus de Congonhas, no Brasil, já é património da humanidade. “Se as cópias são classificadas, o Bom Jesus do Monte tem mais que condições para o ser”, acrescentou.

Recuperação é um trabalho sem fim

O presidente da Confraria do Bom Jesus reconhece que há ainda muito a fazer para a requalificação total da estância turística.
Prioritária nesta fase é a sinalética de trânsito e informativa, a par do reforço da iluminação.

A Confraria não tem nesta altura meios financeiros para proceder a melhoria no Templo do Bom Jesus, a necessitar da substituição das coberturas.
“A recuperação do Bom Jesus é um trabalho que não tem fim. O santuário foi construído de forma permanente e paciente”, disse João Varanda, destacando os 55 hectares de terrenos que a Confraria tem de gerir e conservar. Recentemente, em colaboração com a Quercus, a Confraria plantou mais de 700 carvalhos na mata do santuário.

Na inauguração da Alameda Cónego José Marques foi salientado o passo inicial dado pelo sacerdote no processo de reabilitação do santuário.
Franquelim Marques, em nome da família do homenageado, destacou “a grande dedicação e amor a este monumento”.
O cónego José Marques dirigiu a Confraria do Bom Jesus entre 1982 e 2003.

vote este artigo


 

Comente este artigo

Faça login ou registe-se gratuitamente para poder comentar este artigo.

comentários

Não existem comentários para este artigo.

Últimos artigos das categorias relacionadas

Tempo

Classificados

Edição Impressa (CM)

Edição Impressa (MF)

Newsletter

subscrição de newsletter

mapa do site

2008 © todos os direitos reservados ARCADA NOVA - comunicação, marketing e publicidade, S.A. | concept by: Cápsula - soluções multimédia