Obras renovam Senhora-a-Branca

Braga

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Já se iniciaram as obras de requalificação do Largo da Senhora-a-Branca, empreitada que faz parte do Programa de Regeneração Urbana de Braga. Com os trabalhos agora iniciados, a Igreja da Senhora-a-Braga “vai ficar ligada, finalmente, ao vasto percurso pedonal que atravessa o centro de Braga desde o topo nascente da Avenida Central até ao lado poente da parte antiga da cidade, mas que, em breve, será alargado à estação ferroviária”, salientou fonte camarária.

O projecto de qualificação de superfície do Largo da Senhora-a-Branca visa “colocar esse percurso pedonal mais perto do lado nascente da cidade, na perspectiva do seu futuro prolongamento ao campus de Gualtar, até porque está nos planos da câmara aproximar a Universidade do Minho do centro citadino”.

As obras vão devolver aos peões todo o espaço fronteiro à Igreja da Senhora-a-Branca.
Além de passar a dispor de uma área de passeios muito ampla, o espaço fronteiro à igreja contará, ainda, com um corredor principal em lajedo.

Apesar de alargar a área de passeios, a regeneração urbana na Senhora-a-Branca vai manter, ainda assim, o modo de circulação automóvel nos arruamentos que desembocam no largo ou que, a partir dele, permitem o escoamento do trânsito, tanto para norte como para sul da cidade.
As limitações à circulação automóvel ocorrerão apenas no arruamento existente no lado norte do largo (junto à estátua do Papa Pio XII).

Até agora utilizado como “escapatória” no acesso à Rua de S. Victor para os automobilistas provenientes da Rua de Santa Margarida, esse arruamento ficará afecto, tão-só, ao trânsito destinado a moradores e a cargas e descargas, por servir também uma zona de comércio e serviços. No espaço fronteiro à Igreja, que será totalmente devolvido aos peões, a intervenção prevê a possibilidade pontual de acesso automóvel para cargas e descargas e moradores.

Percurso pedonal de 2 km

Logo que estejam também concluídas as obras de requalificação em curso na rua Andrade Corvo e no Campo das Hortas, passará a existir um percurso pedonal citadino com mais de dois quilómetros de extensão entre o Largo da Senhora-a-Branca e a estação de caminhos de ferro.
Ou seja, vai ser possível reaproximar, com um “percurso mais acessível e atractivo”, dois extremos da cidade que se enquadram na valorização das pré-referências de Bracara Augusta.

Saída da Via XVII

O Largo da Senhora-a-Branca situa-se no itinerário de saída da Via XVII, a primeira estrada romana que ligou Bracara Augusta a Astúrica Augusta (actual Astorga, no território galego-leonês), ainda ao tempo do imperador Gaio Júlio César Octávio Augusto, o fundador de Braga.

A intervenção de superfície na Senhora-a-Branca contemplará, logo que possível, a instalação de sinalética para proporcionar aos visitantes uma leitura interpretativa desse enquadramento do largo no itinerário de saída da Via XVII, além da sua relação com outras pré-referências de Bracara Augusta, nomeadamente as da área sul-poente, onde se situavam os pontos de partida e chegada da complexa rede viária romana que ligava Braga ao mundo antigo.

Durante as obras no Largo da Senhora-a-Branca, haverá acompanhamento arqueológico, a exemplo do que tem acontecido com as outras intervenções de regeneração urbana que decorrem no centro da cidade, asseguram os serviços técnicos da câmara de Braga.

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