Braga: aproveite as férias para ler nas bibliotecas de jardim

Braga

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Patrícia Sousa

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Passar a manhã ou a tarde sentado confortavelmente a ler jornais e revistas é um hábito já adquirido pelos muitos adeptos da biblioteca de jardim da Avenida Central. Aberta desde o passado dia 3 de Julho, a biblioteca tem contado, como já é habitual, com muitos ‘clientes’.

“Procuramos que este seja um Verão em que as pessoas não se esqueçam de ler um livro e da cultura. Este é um período em que as pessoas têm um bocadinho de tempo mais livre e gostaríamos que elas tivessem umas férias com cultura e leitura”, desafiou a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, Ilda Carneiro, que confirmou que esta biblioteca é frequentada, sobretudo, por pessoas mais velhas. “Usufruem esta biblioteca, sobretudo, para ler jornais e revistas, têm um pouco de alergia aos livros”, lamentou Ilda Carneiro.
Por isso, e como fazem com todas as iniciativas, no final vai ser feita a avaliação do projecto para ver se “se justifica manter ou não as duas bibliotecas, referiu.

Procurando promover a difusão do livro e fomentar actividades de incentivo à leitura, o posto de leitura localizado em frente à igreja dos Congregados convida os transeuntes a desfrutar dos livros, jornais e revistas disponíveis para leitura no local ou brincar com os jogos colectivos e assistir às actividades de animação sócio-cultural.
“Tem passado por aqui muita gente, sobretudo, para ler os jornais do dia”, revelou, entretanto, Maria de Fátima Aguiar, que está no desemprego e aceitou este trabalho até ao final de Agosto.
“Os livros são pedidos pelos mais novos, é difícil colocar os mais velhos a ler livros. As pessoas preferem ler os jornais e algumas revistas”, contou a funcionária, admitindo que as pessoas aproveitam também “para pôr a conversa em dia”.

A funcionária partilha da mesma opinião da vereadora da autarquia. Os ‘clientes’ mais habituais são homens e a maior parte reformados. “Tenho reparado que, durante a tarde, as mulheres vão à missa à Igreja dos Congregados, e os maridos ficam aqui a ler e a conversar com os amigos”.
Maria de Fátima, que está no desemprego desde 2009, admitiu que “não tem sido fácil encontrar trabalho”, por isso, aceitou este desafio. “Pelo menos não estou em casa e até estou a gostar”, confessou.

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