Nos quatro primeiros meses deste ano, os incêndios já consumiram 3200 hectares do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), triplicando a média anual de área ardida.
Os números foram divulgados anteontem por Jorge Dias, que representou o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) na apresentação do Plano Operacional Distrital de Combate a Incêndios Florestais de Braga.
O histórico dos últimos 20 anos revela um aumento progressivo do número de incêndios e de área ardida no PNPG, revelou Jorge Dias.
Nos vários concelhos que integram o PNPG, que perpassa três distritos, tem-se registado uma média anual de 77 incêndios e 1108 ha de área ardida.
Este ano, a média já foi ultrapassada com 3200 ha de área ardida e 80 incêndios, no somatório dos vários concelhos, apontou o
técnico do ICNB.
Na área do distrito de Braga, no concelho de Terras de Bouro (o único que integra o Parque Nacional) a média também já 'ardeu' com um total de 620 ha consumidos pelo fogo, em consequência do grande incêndio que ameaçou a Mata da Albergaria, a 22 de Março deste ano.
Aliás, em todo o PNPG já ocorreram este ano sete grandes incêndios (com área ardida superior a 100 ha). Os concelhos de Montalegre (distrito de Vila Real) e de Melgaço e Arcos de Valdevez (distrito de Viana do Castelo) são os concelhos do PNPG mais afectados por incêndios, revelou Jorge Dias.
O director do Departamento de Áreas Protegidas do Norte, Lagido Domingos, admitiu que o 'centro de negócio' de áreas como o PNPG é a preservação espécies autóctones e/ou em extinção, o que implica a prevenção de ameaças como os incêndios.
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