A Associação Portuguesa de Economia da Saúde (APES) e a Escola de Economia e Gestão (EEG) da Universidade do Minho promovem de 10 a 12 de outubro, quinta-feira a sábado, a 13ª Conferência Nacional de Economia da Saúde. O objetivo é assegurar a regularidade do espaço de discussão dos principais problemas que têm preocupado os investigadores do setor da saúde, principalmente em Portugal. A iniciativa, que envolve mais de 150 participantes, tem lugar no Complexo Pedagógico II do campus de Gualtar, em Braga.
A sessão de abertura é quinta-feira, às 14h, com as intervenções dos presidentes da EEG e da APES, respetivamente Manuel Rocha Armada e Céu Mateus, e da responsável pela organização local, Sílvia Sousa. O evento inclui as sessões plenárias “What is really ‘behaviourial’ in behavioural health policy? And does it work?” (dia 10, às 14h30), “Recession, austerity and mental health: how can we respond?” (dia 11, às 11h30) e “Os sistemas de saúde: alguns desafios estruturais” (dia 12, às 11h30), proferidas pelos conferencistas convidados Matteo Galizzi, da London School of Economics and Political Science, Martin Knapp, igualmente da London School of Economics and Political Science e da King’s College London, e Diogo Lucena, da Universidade Nova de Lisboa.
Impacto da dívida pública na prestação de cuidados de saúde
Ao longo dos três dias estão previstas 15 sessões paralelas, com mais de 75 comunicações, e a apresentação de cerca de 50 posters sobre o sistema de saúde português, mercado farmacêutico, cuidados de saúde primários, envelhecimento e cuidados de longa duração, desempenho, financiamento e equi
dade dos sistemas de saúde, economia hospitalar e nutrição e obesidade, entre outros. Destacam-se os temas “Despesas de saúde catastróficas em Portugal: um risco crescente num país com acesso universal”, “Análise do impacto na despesa pública com medicamentos decorrente da alteração do sistema de preços de referência”, “Impact of economic and public debt crises on healthcare use in Portugal”, “Evolution of socioeconomic inequality in smoking behavior in Portugal: 1987-2006”, “Portugal com a Troika: do papel à realidade no sector do medicamento”, “Desigualdades socioeconómicas em saúde 1987-2006: Um Estudo Baseado nos Inquéritos Nacionais de Saúde” e “Estudo longitudinal do efeito da idade e tempo até à morte em gastos com saúde”. Este encontro encerra no sábado, pelas 12h30, com uma entrega de prémios para o melhor artigo submetido por um estudante e para os autores da melhor comunicação oral e do melhor poster.
Na UMinho, a organização cabe mais precisamente ao Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e ao Núcleo de Investigação em Microeconomia Aplicada, ambos da EEG. A comissão cientifica, presidida por Marisa Miraldo, do Imperial College (Reino Unido), integra os professores Anabela Botelho, Paula Benesch, Odd Straume, Regina Leite e Sílvia Sousa. Esta conferência nacional realiza-se todos os dois anos e procura ser um espaço de debate e apresentação de trabalhos de investigação na área da economia da saúde, seja em instituições académicas como em organizações profissionais.
*** Nota do Gabinete de Comunicação, Informação e Imagem da Universidade do Minho ***
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