Futuros enfermeiros discutem terapias não convencionais

Ensino

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Isabel Vilhena

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A medicina convencional tem sido até há pouco tempo, de forma geral, a primeira - se não a única - opção para as populações, sobretudo ocidentais. Lentamente, as medicinas complementares começam a ganhar terreno com a intensificação da procura.

A importância crescente das terapias convencionais levou a uma maior atenção dos alunos de enfermagem que este ano escolheram para temática das IX Jornadas de Enfermagem, promovidas pela Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem Caluste Gulbenkian, o tema ‘Complementaridades entre Enfermagem e Terapias Não Convencionais’.

Para a presidente da Escola Superior de Enfermagem Calosute Gulbenkian, Isabel Lage, embora exista a evidência científica que comprove a validade das actualmente reconhecidas terapias não convencionais e a sua influência positiva na saúde e bem-estar dos cidadãos que é o foco da intervenção da enfermagem, há ainda um longo caminho a percorrer, nomeadamente na inclusão desta área no plano curricular das escolas.

A credibilidade e o reconhecimento concedidos a estas terapêuticas são ainda limitados, pelo facto de haver pouco conhecimento quanto aos seus fundamentos e pouca clarificação quanto a procedimentos, como também na acreditação dos profissionais que as praticam.
Em todo o mundo, tem havido um aumento da popularidade das medicinas integrativas e complementares.

No nosso país, a procura por parte dos utentes a estas medicinas tem vindo a aumentar, levando o estado português a aprovar uma lei que enquadrasse as actividades das medicinas alternativas, bem como o seu exercício pelos respectivos profissionais. Em Portugal são reconhecidas como medicinas alternativas as seguintes práticas: Acupunctura, Homeopatia, Osteopatia, Naturopatia, Fitoterapia e Quiropráxia ou Quiroprática.

Ana Silva, da organização das jornadas que decorrem até hoje no auditório do Instituto Português do Desporto e da Juventude, em Braga, disse ontem na abertura das jornadas que “é preciso olhar para além do que nos é fornecido na escola no plano curricular. Acreditarmos que estas terapias não convencionais podem fazer a diferença no cuidado da pessoas. Acreditarmos na visão holística que devemos ter perante a pessoa”, defendendo a inclusão destas terapias no plano curricular.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) mantém uma posição de cautela e de orientação em relação a este tipo de medicina devido ao facto de existirem muitos terapeutas sem preparação, que se conduzem por crenças, pessoas sem ética que se valem da boa fé e falta de infor- mação por parte de alguns pacientes, ludibriando-os de modo a obter benefícios económicos. Contudo, a OMS defende a importância de oferecer, em todo o mundo, medicinas complementares alternativas seguras, para aumentar os cuidados de saúde.

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