Vila Verde: Ilustradores consagrados criam novos lenços com artesãs

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‘Amor Cruzado’ intitula a primeira exposição patente no novíssimo Espaço Namorar Portugal. A mostra, que revela seis Lenços de Namorados diferenciados, da autoria de ilustradores consagrados e bordados por artesãs de Vila Verde, foi inaugurada simultaneamente com o espaço no passado sábado, onde poderá ser apreciada até ao próximo dia 12, seguindo depois para Lisboa, Porto e terminando na Casa dos Carvalhais, em Oriz S. Miguel.

Esta exposição revela a emoção da fusão de duas expressões artísticas de envolvências e épocas distantes: a ousadia urbana da ilustração com a ingenuidade rural do bordado dos Lenços de Namorados. Mas têm muito em comum: ambas são expressivas, visuais, emotivas e intemporais, com o ‘coração na mão’.
O resultado tem transcendido a expectativa inicial, prendendo o olhar dos visitantes a cada um dos seis novos Lenços de Namorados que sugiram da criatividade de seis ilustradores consagrados, e das mãos de outras seis habilidosas artesãs.

A Casa dos Carvalhais desafiou os artistas ilustradores Célia Esteves, Ivo Hoogveld, Joana Estrela, Júlio Dolbeth, Lord Mantraste e Rui Vitorino Santos a inspirarem-se nesta tradição do século XVIII, durante o período de intercâmbio numa residência artística, passada na própria Casa de Campo. A estes juntaram-se as bordadeiras Alice Augusto, Ceú Cunha (da Teciborda), Cristina Lopes, Conceição Pinheiro, Inês Mendes e Vera Cancela, a quem a cooperativa Aliança Artesanal convidou a entrosar os ilustradores com este ícone cultural tão rico, como é o bordado dos Lenços de Namorados.

No momento da inauguração os seis ilustradores juntaram-se às seis bordadeiras, cada um ao lado das suas obras. Júlio Dolbeth, director da galeria Dama Aflita, no Porto (que irá receber a exposição a partir de 21 de Março), teve o privilégio de ver a sua ilustração integralmente bordada por Conceição Pinheiro, uma das fundadoras da Aliança Artesanal e detentora de um profundo conhecimento sobre símbolo minhoto, apesar da sua fragilidade física.
Quem também não resistiu a este conceito foi a jornalista Catarina Portas, apaixonada pelo que é genuinamente português e a partir de 14 de Fevereiro, esta exposição também estará patente no seu espaço ‘A Vida Portuguesa’, em Lisboa.

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