Município de Braga define medidas de adaptação às alterações climáticas

Braga

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Paula Maia

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A região norte vai estar sujeita, nos próximos anos, a fenómenos climáticos extremos, numa oscilação entre períodos de precipitação “excessiva e concentrada” e ondas de calor. A vulnerabilidade a que a região está sujeita face a estas mudanças climáticas está na base do projecto ClimAdaPT.Local - Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas’ coordenado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (UL).

Analisar as consequências e o impacto que as alterações climáticas poderão ter não só ao nível da saúde das populações, mas também ao nível da agricultura, dos recursos hídricos ou mesmo das florestas é um dos objectivos deste projecto que engloba 26 municípios portugueses. E foi com o propósito de recolher contributos que venham a integrar a Estratégia Municipal de Adaptação às alterações climáticas de Braga que os responsáveis reuniram ontem, no edifício do GNRation, representantes de várias forças vivas do concelho.

Neste workshop, os participantes identificaram as vulnerabilidades actuais e futuras do concelho no que se refere às mudanças climáticas em áreas como Floresta e Incêndios; Energia, Edificado e Ondas de Calor; Gestão de Recursos Hídricos; Espaços Verdes; Governança e Ordenamento do Território. Após discussão, apontaram alguns dos caminhos que poderão ser seguidos com vista à adaptação a essas mesmas mudanças.

Luísa Schmidt, investigadora da Faculdade de Ciências da UL diz que uma das estratégias que deveria ser adoptada pelas autarquias para fazer face às mudanças climáticas é a aposta nas energias renováveis e medidas de adaptação à eficiência energética. Mas não só. “A estratégia nacional implica medidas em várias áreas temáticas. Uma é a questão da gestão dos recursos hídricos.

Em Braga, a parte do abastecimento está bastante bem gerida, mas toda a parte das cheias, da limpeza das ribeiras tem de ser vigiada”, diz a investigadora que fala também do caso concreto do Rio Este: “o rio gera problemas que podem ser gravosos porque foi construído em leito de cheia, o que aumenta a probabilidade de cheias. O que se pode fazer são barragens de retenção, a montante, para que as cheias não sejam tão fortes nas partes mais baixas da cidade”.

Ainda ao nível da gestão dos dos recursos hídricos, a responsável falou da Barragem da Caniçada, chamando a atenção para a necessária articulação com a EDP “de modo a não reter a água durante muito tempo no período do Verão. Todos sabemos que quando existe pouca água na barragem ela fica com menos qualidade”.

Ao nível da floresta, Luísa Schemidt chama a atenção para a necessidade de adopção de medidas de contenção da eucaliptização que se verifica a nível nacional, mas sobretudo na região norte e, concretamente, nos concelhos de Braga e Viana do Castelo.

O presidente da câmara de Braga, que participou na sessão de abertura deste workshop, frisou a necessidade agir de forma concreta e eficaz definindo políticas que contribuem para inverter o curso actual a nível ambiental. “Não podemos ficar de braços cruzados e pensar que se trata de uma fatalidade. Existe muito trabalho a desenvolver nesta área e o Município de Braga está empenhado em desenvolver estratégias para mitigar esses riscos”, disse Ricardo Rio na abertura da sessão.

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