Fórum Euro-Ibero-Americano pretende dar contributos para as políticas da juventude

Braga

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Patrícia Sousa

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Confiante que a “partilha de experiências” durante o Fórum Euro-Ibero-Americano trará “muitos ensinamentos” para os 130 jovens participantes, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, espera ainda que deste encontro, que termina domingo, resultem também “alguns contributos para as políticas da juventude à escala global e, em particular, no contexto ibero-americano”.

Ricardo Rio, que falava ontem à margem da cerimónia de abertura do Fórum Euro-Ibero-Americano da Juventude, realizado no âmbito da Braga 2016 - Capital Ibero-Americana da Juventude pelo Parlamento Europeu dos Jovens - Portugal, adiantou que por estes dias se vão discutir temáticas muito transversais, das quais vão resultar propostas.

“Em cada uma dessas áreas temáticas serão elaborados documentos-síntese que serão depois votados no próprio fórum em sede de plenário”, explicou ainda o presidente, esperando que sejam apresentados, por exemplo, na Conferência ‘O Novo Futuro’, que se realiza, em Outubro, em Braga. Essa síntese será, entretanto, “submetida, ainda antes do final do ano, ao Conselho dos ministros da Juventude, que se realizará na Colômbia”, anunciou Ricardo Rio, referindo que “os documentos aqui produzidos serão ferramentas úteis de apoio a essas iniciativas”.

Apesar dos diferentes contextos dos vários países dos dois continentes “há aqui muitas afinidades em relação aos desafios que a juventude se confronta e esta é uma mensagem que se tem tentado passar em muitas das iniciativas realizadas no âmbito da Braga - Capital Ibero- -Americana da Juventude”, defendeu ainda o presidente da autarquia, destacando “a oportunidade de jovens de todos esses países partilharem experiências e expressar as suas opiniões”.

Mas há outros desafios. “O acesso ao emprego, que é o grande desafio que a juventude enfrenta, a participação enquanto cidadãos na vida pública e a necessidade das próprias sociedades darem valor à voz dos jovens e crédito à sua opinião, permitindo o envolvimento nos mais diferentes contextos na sociedade são desafios do futuro”, assumiu Ricardo Rio, que falava à margem da cerimónia de abertura.

As componentes da solidariedade e inclusão social são áreas em que os jovens, ainda nas palavras daquele governante, “têm sido mais inovadores e arrojados com projectos muitos diferenciadores”.
As temáticas que por estes dias vão ser debatidas pelos 130 jovens de 27 países são muito transversais. A migração, o desemprego, a solidariedade, o acesso à habitação, a dignidade da formação, a sustentabilidade e o acesso ao mercado de trabalho com condições “são desafios para o mundo, são desafios para os jovens”, apelou o presidente da autarquia.

Jovens não são um problema e têm que ajudar na solução

A realização do Fórum Euro-Ibero-Americano da Juventude, inserido na Braga - Capital Ibero-Americana 2016, é “mais um sinal” da importância da juventude para a região. O eurodeputado José Manuel Fernandes, que ontem também participou na cerimónia de abertura, defendeu que “os jovens não são um problema, são uma solução e têm que participar na construção de soluções para os problemas”.

Num fórum desta natureza, onde se coloca a tónica em desafios globais como as alterações climáticas, a demografia, a migração, o envelhecimento da população e a escassez de recursos naturais é “importante que a juventude participe na construção de soluções”. E o eurodeputado foi mais longe: “tudo isto só se pode resolver com ajuda, não com cada um por si, não orgulhasamente sós, mas com solidariedade, com acções coordenadas e partilhadas”.

Problemas como o terrorismo e a segurança, continuou José Manuel Fernandes, “só a uma escala global é que se consegue vencer e a juventude está muito mais aberta para o mundo global e sem fronteiras, logo a sua acção é importante através da participação e do diálogo estruturado”.
O desafio maior que a União Europeia enfrenta é, ainda de acordo com José Manuel Fernandes, o envelhecimento da população e a necessidade de aumentar a natalidade.

O eurodeputado tem lançado o desafio aos jovens para dizerem o que é preciso fazer. “É importante a participação e o diálogo estruturante e organizações como esta são fundamentais para chegarem também propostas dos jovens à Comissão Europeia”, sublinhou ainda aquele responsável.

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